CENSURA: 1964 OU 2019?

– Viva a liberdade de expressão!

– Perfeito! Isso mesmo! Mas só para nós.

– Ué? Como assim?

O movimento Avança Brasil, o canal Terça Livre e muitos outros espaços comprometidos com a verdade divulgaram que a Cinemark censurou o filme “1964: O Brasil entre armas e livros”[1]. A matéria trouxe a justificativa chistosa de que “os militares malvadões” censuravam filmes e censurar é muito feio. Diante disso: dá-lhe censura! Apesar da chacota, considero difícil adjetivar seriamente o episódio. Cômico, incoerente, trágico ou simplesmente patético? Imediatamente, a rede foi apelidada de “Cine-Marx”, num trocadilho da citada logomarca com o sobrenome do comunista Karl Marx.

O fato simboliza, com incrível nitidez, a tirania oculta na esmagadora maioria dos carnívoros comunistas e dos vegetarianos socialistas. Onde estariam os gritos rubros contra a censura? Enfim, o mesmo cinema que exibiu “Lula, o filho do Brasil”, “Olga” e “Che Guevara” lançou um comunicado que não se envolve em questões políticos e censurou a produção “1964”. É o velho fanatismo que inverte o famigerado adágio popular para: “pau que bate em Chico, ‘não’ bate em Francisco”.

O problema não está na recusa da exibição propriamente dita, mas sim na tosca e abjeta justificativa. O valor da liberdade nunca habitou o coração canhoto, consoante declararam seus líderes de outrora[2], ao confessarem terem lutado pela ditadura do proletariado, jamais por democracia.

– Extra! Extra! Prisão da “companheirada”!

– Ah… que absurdo! É golpe da Lava-Jato.

– Vamos erguer bandeiras com o slogan “Lula Livre”.

– Extra! Extra! Lava-Jato prende Temer?

– Ops… bug no sistema cerebral! Travou o computador…

Meus personagens fictícios desnudam a mente dos que passam longe da lógica aristotélica. Notemos a serenidade dos liberais clássicos e dos conservadores ao assistires as prisões destes ou daqueles. Não existem corrutos de estimação para as pessoas intelectualmente honestas.

– Corruptos na cadeia?

– Ah… sim! Aécio na cadeia!

– E o Lula?

– Hum… estou atrasado… depois nos falamos.

Querido leitor, meus diálogos possuem um estilo jocoso e uma provocação humorística própria, por mim adotado na obra Consciência Turquesa, cujo PDF disponibilizo gratuitamente pelo site compartilhado na descrição. Uma última pergunta envolvendo os arquétipos das artes marciais: o mestre e o gafanhoto.

– Mestre, como saber se carapuça lançada neste artigo serve em minha cabeça?

– Consulte seus sentimentos, pequeno gafanhoto. Na hipótese desse artigo ter causado alguma irritação… bem… talvez o fantasma do seu professor comuna ainda esteja assombrando sua mente.

– Gafanhoto, quem foge da busca pela verdade, doa a quem doer, revela muito sobre si mesmo. Kiai! [3]

 

[1] Fontes sobre a censura do Cinemark:

https://brasilparalelo.com.br/regime-militar?open=true&fbclid=IwAR0FpXvS9-iexIQC2Ta0yj_R37FbBwJYlGeMfDbYIf1xKqgdXq0lxyVw04M

https://youtu.be/H5i7eJxbPBc (Terça Livre)

https://www.youtube.com/watch?v=H5i7eJxbPBc(Terça Livre)

http://sensoincomum.org/2019/04/01/cinemark-censura-filme-1964-ditadura/

[2] Fontes sobre as confissões vermelhas:

https://www.youtube.com/watch?v=cP5PGY08vbs(Fernando Gabeira)

https://www.youtube.com/watch?v=H5h4xW558hk(Eduardo Jorge)

https://www.youtube.com/watch?v=311w66Zpyuw(Vera Magalhães)

[3] Curiosidade:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Kiai

[4] PDF gratuito da obra Consciência Turquesa: aba “Livros” deste site.

[5] Documentário Brasil Paralelo censurado:

https://brasilparalelo.com.br/regime-militar